Rito da Comunhão

ORDINÁRIO DA MISSA
CELEBRADA COM O POVO

RITO DA COMUNHÃO

129. Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote, de mãos juntas, diz: 
Pres: Fiéis aos ensinamentos do Salvador, ousamos dizer: 
 
Ou: Num só coração e numa só alma, ousamos dizer como o Senhor nos ensinou:  
 
Ou: Porque nos chamamos e somos filhos de Deus, ousamos dizer com toda a confiança: 
 
Ou: Unidos a Cristo, pelo Espírito Santo, ousamos dizer: 
 
Ou: Em comunhão com toda a Igreja, ousamos dizer: 
 
Abre os braços e, juntamente com o povo, continua: 
Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. 

Ou em latim: Pater noster, qui es in caelis: sanctificétur nomen tuum; advéniat regnum tuum; fiat volúntas tua, sicut in caelo, et in terra. Panem nostrum cotidiánum da nobis hódie; et dimítte nobis débita nostra, sicut et nos dimíttimus debitóribus nostris; et ne nos indúcas in tentatiónem; sed líbera nos a malo. 
 
130. De braços abertos, o sacerdote diz sozinho: 
Pres: Livrai-nos de todo o mal, Senhor, e dai ao mundo a paz em nossos dias, para que, ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e de toda a perturbação, enquanto esperamos a vinda gloriosa de Jesus Cristo nosso Salvador. 
Junta as mãos. O povo conclui a oração, aclamando: 
Ass: Vosso é o reino e o poder e a glória para sempre. 

131. Em seguida, o sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta: 
Pres: Senhor Jesus Cristo, que dissestes aos vossos apóstolos: Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz: não olheis aos nossos pecados, mas à fé da vossa Igreja, e dai-lhe a união e a paz, segundo a vossa vontade, Junta as mãos. Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. 
O povo responde:
Ass: Amém.

132. O sacerdote, voltado para o povo, estendendo e juntando as mãos, diz: 
Pres: A paz do Senhor esteja sempre convosco. 
O povo responde: 
Ass: O amor de Cristo nos uniu. 

133. Em seguida, conforme as circunstâncias, o diácono ou o sacerdote acrescenta: 
Pres: Saudai-vos na paz de Cristo. 

Ou: Como filhos do Deus da paz, saudai-vos com um gesto de comunhão fraterna. 
 
Ou: Em Jesus, que fez de todos nós seus irmãos, saudai-vos com um gesto de reconciliação e de paz. 
 
Ou: No Espírito de Cristo ressuscitado, saudai-vos com um gesto de paz. 
 
Todos se saúdam, segundo os costumes locais, em sinal de mútua paz, comunhão e caridade. O sacerdote saúda o diácono ou o ministro. 

134. Em seguida, toma a hóstia, parte-a sobre a patena e deita um fragmento no cálice, dizendo em silêncio: 
Esta união do Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna. 

135. Entretanto, canta-se ou recita-se: 
Ass: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz. 

Ou, com canto em latim: 
Ass: Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi: miserére nobis. 
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi: miserére nobis. 
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi: dona nobis pacem.  
 
Estas invocações podem repetir-se várias vezes, se a fração do pão se prolongar. Contudo, na última vez, diz-se: dai-nos a paz. 

136. Em seguida, o sacerdote, de mãos juntas, diz em silêncio: 
Pres: Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, que, por vontade do Pai e com o poder do Espírito Santo, destes a vida ao mundo pela vossa morte, livrai-me de todos os meus pecados e de todo o mal, por este vosso santíssimo Corpo e Sangue; conservai-me sempre fiel aos vossos mandamentos e não permitais que eu me separe de Vós. 

Ou: A comunhão do vosso Corpo e Sangue, Senhor Jesus Cristo, não seja para meu julgamento e condenação, mas, pela vossa misericórdia, me sirva de proteção e remédio para a alma e para o corpo.

137. O sacerdote genuflete, toma a hóstia, levanta-a um pouco sobre a patena ou sobre o cálice e, voltado para o povo, diz em voz alta: 
Pres: Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 

Ou: Felizes os convidados para o banquete do Reino dos céus. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.  
 
Ou: Felizes os convidados para o banquete nupcial do Cordeiro. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.  
 
Ou: Provai e vede como o Senhor é bom. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 

E, juntamente com o povo, acrescenta uma só vez: 
Ass: Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo. 

138. Voltado para o altar, o sacerdote diz em silêncio: 
Pres: O Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna. Comunga com reverência o Corpo de Cristo. 
Em seguida, toma o cálice e diz em silêncio: 
Pres: O Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna. 
Comunga com reverência o Sangue de Cristo. 

139. Depois, toma a patena ou a píxide, aproxima-se dos comungantes e, elevando um pouco a hóstia, mostra-a a cada um deles, dizendo: 
O Corpo de Cristo    Ou: Corpus Christi. 
O comungante responde Amém e comunga. 
O diácono procede do mesmo modo, se tiver de distribuir a Comunhão. 

140. Para a comunhão sob as duas espécies, segue-se o rito descrito em seu lugar próprio. 

141. Enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo, começa-se o cântico da comunhão. 

142. Terminada a distribuição da Comunhão, o sacerdote ou o diácono, ou o acólito instituído, purifica a patena sobre o cálice e o próprio cálice. Durante a purificação, o sacerdote diz em silêncio: O que em nossa boca recebemos, Senhor, seja por nós acolhido em coração puro, e estes dons da vida temporal se tornem remédio de vida eterna. 

143. Então, o sacerdote pode voltar para a sua cadeira. Se convier, podem guardar-se uns momentos de silêncio sagrado, ou recitar um salmo ou um cântico de louvor. 

144. Em seguida, de pé, junto da sua cadeira ou do altar, o sacerdote, voltado para o povo, diz, de mãos juntas: 
Pres: Oremos. 
Todos, juntamente com o sacerdote, oram em silêncio durante alguns momentos, a não ser que já antes tenha havido silêncio. Em seguida, o sacerdote diz, de braços abertos, a oração depois da comunhão.
No fim, o povo aclama:
Ass: Amém

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